
O último feriado, de 20 de Novembro nos remete à data de falecimento de Zumbi dos Palmares, líder representante do maior Quilombo, localizado ao sul da Capitânia de Pernambuco, atual Serra da Barriga-Alagoas.
Zumbi dos Palmares defendeu e resistiu durante muitos anos na defesa dos escravos que se abrigavam no Quilombo, espaço de luta contra a escravidão.
Conhecer acerca da biografia e história deste grande líder antiescravista é nos apropriarmos da nossa ancestralidade e identidade negra, é sentirmos na pele o chicote que marcava o corpo de milhares de pessoas, homens e mulheres.
Para entendermos a consciência negra, precisamos reconhecer a história nua e crua que retrata o tráfico de escravos que perdurou por séculos. Quem puder buscar por suas origens pode vir a encontrar o nome de um ancestral atrelado a algum navio negreiro, onde eram feitas a travessia dos escravos do continente Africano para países europeus e o Brasil.
Este conhecimento nos leva a entender que a discriminação racial no Brasil é ambivalente pois negar as nossas origens é não se identificar como negro/negra, é ter uma ?cor parda? na certidão de nascimento. Quanto estrutura social institui-se o indivíduo pardo como aquele que teria uma mistura de uma enésima geração de algum familiar negro.
Aprofundar no legado de nossos antepassados pode ser dolorido, mas será libertador conhecer e perceber a si e ao outro como semelhantes e, a partir desta CONSCIÊNCIA, estabelecer relações de RESPEITO.