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Há uma tendência a tratar adolescentes de ?aborrecentes?, às vezes pelo grupo de amigos, outras, no meio familiar mesmo. 

No entanto, como será que isto chega ao adolescente que, independente do gênero, está vivenciando um ciclo completamente atípico?


Creio que é difícil também para os familiares que convivem mais tempo com os adolescentes (sejam filhos, sobrinhos, netos, etc.) ?aceitar? os comportamentos diferenciados que eles/elas adotam e, desta forma inicia-se um processo conflituoso, na maioria dos casos, entre os/as adolescentes e a família. 


A família (pais ou mãe ou pai, ou avó) tende a ter altas expectativas com relação ao filho adolescente, que ele faça e aconteça, pois ?você não é mais criança? e, perante esta máxima, a família quer se aliviar um pouco dos cuidados e outras responsabilidades que recai sobre os mesmos quando a criança ainda é dependente. 


Contudo, a família deve se perguntar: ?Preparei meu filho/minha filha para a autonomia e independência? Neste turbilhão de mudanças que ele/ela vivencia, estou agindo com moderação ou intolerância; Cerceei demais ou de menos?? 

O quanto cada pai, mãe, avó, preparou o filho/filha/neto para chegar à adolescência com a mínima sensação de que as mudanças acontecem, mas estou preparado(a) para lidar com inúmeras transformações?


Tudo gira em torno de que o adolescente é irascível, se fecha no quarto, fica o tempo todo no celular, não conversa, enfim, NÃO..., NÃO..., NÃO... tudo o que possa se relacionar com adolescentes, é negativo. Na convivência em casa, onde os familiares já o condenam com o tratamento do famigerado ?aborrecente?, mal sabendo que isto, faz com que ele/ela se torne mais introspectivo e com baixa autoestima.  


É compreensível para pais, mães, tios, avós entenderem todo este processo pelo qual o/a adolescente vivencia, apesar de terem passado pela adolescência, as gerações atuais diferem e, muito. A adolescência destes, era marcada pelo grupo, saídas, viagens com os amigos que, na maioria das situações eram todos conhecidos dos familiares. 


Como equilibrar autoridade e convivência conciliadora com os adolescentes? 

Talvez o nó desate pela via do diálogo aberto e transparente, com menos julgamentos e mais compreensão e respeito de ambas as partes. Contudo, esta prática da conversa amistosa deve ser construída desde a tenra idade das crianças.