
Perante uma mudança radical que ocorreu no mundo a partir de Março/2020, quando o coronavírus passou a ser um misterioso inimigo invisível e letal, houve necessidade que as pessoas permanecessem em casa, a circulação e o contato não deveriam acontecer.
Diante disto, as crianças, adolescentes e jovens não puderam sair para a rotina a qual estavam habituados há anos. Estabeleceu-se assim o ensino remoto, que já era prática em alguns níveis do ensino superior, no entanto, para os níveis básico, fundamental e médio foi inovação.
A Escola não estava treinada, nem preparada para este novo advento, entretanto, era preciso colocar em prática aulas à distância por meio de recursos tecnológicos, recursos estes, que nem todos tinham domínio. Desta forma, pais, mães, professores, coordenadores e gestores sentiram tal modificação e não sabiam de imediato se isto seria breve.
Quando perceberam que tal medida se estenderia, as pessoas passaram a ficar ansiosas diante de não saberem o que fazer por tanto tempo dentro de casa, como também os profissionais da educação não tinham ideia de como se estabeleceria o ensino remoto.
Muitas peças saíram de seus lugares, mães e pais não foram preparados para ensinar conteúdos e professores nunca deram aulas fora do ambiente educacional.
Os alunos também não se sentiram confortáveis neste lugar de ensino à distância, apesar de terem um pouco mais de familiaridade com os recursos tecnológicos, entretanto, a maioria dos estudantes que frequentam o ensino público não têm computador e internet em suas casas.
À medida que o tempo foi avançando durante o ano de 2020 e as pessoas não retomaram a seus lugares, as emoções comoveram todos estes atores, ocorrendo alguns conflitos intrafamiliares e entre os docentes, muitas vezes extrapolando estas dificuldades para as redes sociais, refletindo em doenças de fundo emocional.
Estas condições podem repercutir de diferentes modos para crianças, adolescentes e jovens, sendo que aspectos positivos ou negativos desta experiência, dependerá do respaldo moral e material que os mesmos mantêm, principalmente por parte dos familiares próximos com quem conviveram em casa na quarentena.
Alguns poderão sentir como perda, luto de um ano letivo não produtivo e, que este pode implicar em retardar a saída do Ensino Médio e entrada na Universidade. Os conteúdos deste período também podem ser revistos quando do retorno às aulas presenciais ou híbridas, como acontece em algumas escolas, atualmente, podendo a Educação rever a grade curricular.

Importante que pais, mães e a Educação se unam na responsabilidade de apoiar crianças, adolescentes e jovens nesta pandemia, pois tudo é muito inseguro acerca do coronavírus e não tem previsão de quando finalizará, mas o processo de ensino aprendizagem deve continuar, seja presente ou virtual.