Falar sobre feminicídio é difícil. É um tema duro, muitas vezes evitado, silenciado ou naturalizado pela mídia e pela sociedade. No entanto, justamente por tal dificuldade, ele precisa ser trazido à tona, discutido com coragem, empatia e responsabilidade.
Feminicídio ? ou femicídio ? é o nome dado ao assassinato de mulheres motivado por violência de gênero. Muitas vezes, ele ocorre no ambiente doméstico, cometido por companheiros ou ex-companheiros. Mas também pode se manifestar como um crime de ódio contra a existência feminina em si. Trata-se de um termo relativamente novo, mas que dá nome a uma realidade antiga ? um fenômeno social que por muito tempo foi tratado como "crime passional", como se a morte de uma mulher fosse apenas ?lavar a honra?, ?não aceitar o final de um relacionamento? e não uma grave violação dos direitos humanos.?

Feminicídio é uma urgência social
Nos últimos meses, os noticiários têm estampado com frequência alarmante casos de mulheres brutalmente assassinadas por homens com quem conviviam.
No Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas. Em 2024, os números continuaram crescendo, e os crimes tornaram-se cada vez mais visíveis e chocantes, o que deveria nos indignar e não nos anestesiar.
É doloroso demais ver manchetes como "Mulher é morta pelo companheiro na frente dos filhos" ou "Jovem é assassinada após denunciar agressões". Doloroso, revoltante e absolutamente inaceitável. Por trás dessas estatísticas estão vidas arrancadas, famílias estilhaçadas, crianças órfãs, histórias interrompidas. Muitos desses filhos presenciaram ou cresceram em ambientes violentos, o que perpetua
um ciclo de dor e trauma.
Por que precisamos falar sobre isso?
Porque o silêncio alimenta a violência. Falar sobre feminicídio é o primeiro passo para combatê-lo. É reconhecer que o problema existe, que está ao nosso redor e que exige ação coletiva. Falar sobre feminicídio é perguntar: como podemos
mudar esse quadro? É abrir espaço para escuta, informação, acolhimento e mobilização social.
Precisamos ouvir as mulheres, mas também conversar com homens, jovens, crianças, idosos, pessoas LGBTQIA+. A violência de gênero é uma questão estrutural, e só com a participação de toda a sociedade podemos construir
relações mais justas, igualitárias e seguras.
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Uma Roda de Conversa Para Quebrar o Silêncio
Com esse espírito, convido você para participar da nossa Roda de Conversa Online sobre Feminicídio. Será um espaço seguro, de acolhimento, escuta e reflexão. Vamos falar com seriedade, mas também com empatia. Não se trata de julgar ou apontar culpados, mas de compreender e construir alternativas.
Data: 01 de julho de 2025
Horário: 18h00
Online, via Google Meet
Inscrições: (11) 99499-4749
Instagram: @psicoterapeuta_isabelmenezes
Site: www.psicoeducaarte.com.br
Falar sobre feminicídio é um ato de resistência. É honrar a memória das que se foram e proteger as que ainda estão aqui. É um compromisso com a vida, com a justiça e com a transformação.
Vamos conversar? Vamos agir.
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